Bate papo artístico com Gabriela Bitencourt

Gabriela Bitencourt, 18 anos natural de Pedrão, interior da Bahia, onde mora até o presente momento.

1.  Certamente você deveria ser a desenhista da sala de aula ou da escola. Com quantos anos você descobriu essa aptidão e gosto por arte e como isso foi se desenvolvendo e fazendo parte da sua vida?
Não só eu, como também outros colegas que estudaram comigo desenhavam. Descobri muito nova essa aptidão, tanto que não tenho recordações de quando eu ainda não desenhava. Sempre gostei da arte e procurei me aperfeiçoar observando outras pessoas desenharem.
2.  Poderia nos contar suas inspirações em outros artistas que são as suas referências para o seu trabalho? E como é  ou como funciona o seu processo de desenhar?
Quando criança, eu passava muito tempo observando meu primo, Lucas, e meu pai desenharem. Infelizmente meu pai não pratica mais. Para desenhar eu uso material específico para esse tipo de trabalho, observo com bastante atenção os detalhes da imagem e reproduzo-a no papel, passo a passo. Quando não há referência, utilizo as técnicas adquiridas ao longo do tempo.
3.  Recentemente seus traços e desenhos estiveram na exposição “Lápis, Borracha & Papel” na cidade de Simões Filho. O que sente sabendo que seus traços provocaram um despertar cultural nas pessoas? E isso te desperta algum tipo de motivação?
É gratificante saber que meu trabalho tem chegado a outras pessoas, bem como influenciado nos talentos e reflexões, isso me motiva a continuar a minha atividade artística.
4.  Com observação nos dias da exposição, eu pude identificar uma atenção especial nas pessoas sobre os seus desenhos por tamanha qualidade técnica nos seus traços e a arte em si. Você é absolutamente autodidata? E como você busca o desenvolvimento evolutivo de sua técnica no desenho hoje em dia?
Sim, nunca tive aulas e cursos de desenho. Meus métodos foram desenvolvidos através da observação prática.
5.  Atualmente há uma ascensão das mulheres muito forte no mundo artístico em geral. Inclusive temos uma brasileira conhecida internacionalmente e ilustradora da DC Comics: Adriana Melo, com muita credibilidade no mundo das artes e quadrinhos. Como você enxerga esse potencial feminino?
Observa-se na história uma omissão da figura feminina no mundo artístico, no entanto, isso tem se modificado, tenho-me como exemplo, tendo em vista ainda que não enfrentei dificuldades em estar nesse meio. Acredito que a mulher pode ser tão boa quanto o homem em qualquer coisa que ela queira fazer.
6.  Alguns desenhistas almejam trabalhar com quadrinhos, outros com ilustração, animação, pintura, etc. Você tem planos ou almeja transformar sua habilidade artística em trabalho? Com o que você tem vontade de trabalhar?
Após muitos anos, decidi que quero levar o meu talento para a vida profissional. Tenho apreço pela arquitetura, desenho técnico.
7.  Todos nós sabemos que ainda há muito no que investir em cultura e, sobretudo, em artes no nosso país. De que forma, você como artista jovem e moradora no interior do estado acredita que podemos evoluir para que se dê o devido valor às artes no Brasil?
Deve haver o investimento das políticas públicas nas áreas de desenvolvimento artístico.
8. Gabriela, muito obrigado pelo seu tempo. Mas uma última coisa: o que você diria para as pessoas que estão na mesma estrada que você, buscando trabalhar com arte e uma colocação neste mercado?
Para qualquer setor é preciso, não só querer, como também dedicação, estudo, persistência, foco naquilo que deseja alcançar e esforço, pois vale a pena investir naquilo que aprecia.





Por Mateus Brito


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