POBREZA CULTURAL E BOA MÚSICA EM BAIXA


**A cultura atual não tem a crítica e a irreverência do rock. Eles querem algo fabricado e fácil, nada que tenha uma base, uma ideologia, como uma banda que começa em uma garagem e ganha o mundo. Querem bandas de pagode, sertanejo romântico e funk barato.
Acho que, no Brasil, o rock tem sobrevivido somente do passado, de nomes como Camisa de Vênus, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e outros.
Não que não hajam boas bandas, mas a mídia não abre espaço para algo de qualidade que faça as pessoas pensar e questionar. O negócio é música ruim, de baixa qualidade e muita baixaria.

Em termos de riqueza artística, não tem para ninguém. Chico Buarque lidera com folga o coeficiente brasileiro de complexidade musical. Não por acaso, o cantor e compositor carioca é o artista nacional que mais gravou acordes distintos na carreira. Na sequência dos complexos, aparecem, na ordem, Djavan, Ivan Lins, João Bosco, Ed Motta, Caetano Veloso, Lenine, Vinícius de Moraes e Simone.

Talvez eu esteja equivocado, mas em São Paulo, a corja política inventou a tal Aprovação Automática (Repetência Zero). Sendo assim, a desinformação e má formação são brutais. Aliado a isso, está o baixo nível da EDUCAÇÃO DE BERÇO. Então, somando-se outros fatores, as pessoas aceitam qualquer lixo e, lamentavelmente, ouvem. O ideal é não dar apoio e visibilidade para Fausto Silva e outras porcarias que temos na televisão, e menos ainda ir aos shows (se é que se pode chamar assim!) desses pseudos-artistas! Está sofrível... e eu achava a Eguinha Pocotó o fim do poço!**








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