Tive a oportunidade de conhecer o Grupo OKARIS em uma apresentação que fizeram para abrir o Festival Underground Independência e Rock em Simões Filho. De cara, percebi que se tratava de um grupo que, com sua música expressiva, merecia meu respeito. Após a apresentação, procurei os integrantes para conhecê-los melhor. Confesso que fiquei contente com o show e percebi que os rapazes, além de simpáticos, têm talento.
Os integrantes:
Dj Palozo
Mrão
Othon Mackflayder
Tibe Vive
Quando e como surgiu a ideia de criar o grupo?
O grupo surgiu em 25 de agosto de 1996, com o nome Velório Negro, em razão da morte de dois amigos, vítimas de grupos de extermínio.
Qual a comunidade que vocês fazem parte?
Fazemos parte da comunidade Santa Mônica, no Cariri, em Salvador.
O que lhes motivou a criar o grupo?
A vida, suas motivações, insatisfações e tudo aquilo que eu gostaria de expressar, mas só consegui fazer através da música.
Qual a relação da música de vocês com a comunidade onde moram?
A nossa música retrata bem a realidade e o cotidiano de várias comunidades periféricas, que, assim como a nossa, não têm a devida atenção do poder público.
Sabemos que o Heavy Metal, o Reggae, o Hip Hop e o Rap são muito marginalizados. Como vocês encaram essa realidade?
Infelizmente, o preconceito e a discriminação sempre existirão, mas estaremos aqui com a nossa música, combatendo esse sentimento medíocre.
Geralmente, estilos musicais como os que citei acima não recebem muito apoio, sendo considerados resistência ou underground. O que vocês pretendem ou sonham alcançar ao longo da trajetória do grupo?
Que aqueles que têm preconceito deixem de tê-lo. Que os que têm ódio passem a ter mais amor. Que os que desejam a morte passem a desejar a vida. Que o negativo perca espaço para o positivo brilhar. Que a consciência e a liberdade de expressão sejam eternas.


Comentários
Postar um comentário