Já somos mais de 202 milhões de brasileiros. E um quinto da população do país
vive no estado de São Paulo. O segundo mais populoso é Minas Gerais, seguido do Rio de Janeiro.
Juntos, os três estados do Sudeste são o
endereço de quase 40% dos brasileiros. No Norte, a situação é inversa. Roraima, Amapá e Acre são os estados com menos gente.
No ranking das maiores cidades, São Paulo
segue na liderança com quase 12 milhões de habitantes. O Rio, em segundo, tem
pouco mais da metade, e Salvador vem em terceiro.
Mas no último ano, as grandes cidades
cresceram em um ritmo menor. Algumas capitais tiveram taxas de crescimento
abaixo da média nacional. Segundo o IBGE, sinal de uma nova movimentação.
A busca por qualidade de vida e custo mais
baixo tem feito muita gente deixar as capitais. E as cidades médias são os
destinos preferidos. Muitas vezes, o novo endereço fica a poucos quilômetros de
distância da capital, dentro da região metropolitana. E é cada vez mais comum
encontrar pessoas que fazem esse vai e vêm todos os dias, optaram por morar
fora, mas continuam a trabalhar na cidade grande.
Cristiane mora em Duque de Caxias, na
região metropolitana do Rio. E para ela o custo de vida compensa a viagem
diária. “Lá eu moro em um local relativamente melhor, eu tenho um quintal. Aqui
eu não conseguiria ter um quintal de 40 metros como eu tenho hoje.”, diz ela.
Os municípios que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes foram os que mais cresceram.
Os municípios que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes foram os que mais cresceram.
“São municípios em que a criminalidade, a
questão da violência, também é muito menor e isso motiva as pessoas a estarem
se mudando para essas grandes cidades. Não necessariamente dentro das regiões
metropolitanas, pode ser um município do interior
de um grande estado onde, por exemplo, você instalou uma grande indústria, uma
grande fábrica”, explica o pesquisador do IBGE Luciano Gonçalves.
São Felix do Xingu é a cidade média que
mais cresceu. É que o município do interior do Pará passou a atrair novos
moradores com as obras da hidrelétrica de Belo Monte. As cidades pequenas
ficaram na lanterna do crescimento populacional. Em Serra da Saudade, no
interior de Minas, vivem apenas
822 pessoas. O menor município brasileiro parece não ter nenhuma pressa em se
tornar cidade grande.

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